sábado, 30 de agosto de 2025

MEMÓRIA. A GRANDE EXCURSÃO

OS PREPARATIVOS DA EXCURSÃO

Em 1966, nós, os calouros da Faculdade de Medicina reunidos em assembleia, escolhemos por aclamação os representantes da turma para as disciplinas do 1.º ano. Na mesma ocasião, decidimos também sobre a criação de uma entidade (informal) que recebeu o nome de Clube Andreas Vesalius, incorporando o nome latinizado de Andries van Wiesel, famoso médico flamengo que viveu entre 1514 e 1564.

O nome do autor de “De humani corporis fabrica” (No tecido do corpo humano), que é referido como o fundador da moderna Anatomia, foi escolhido também por aclamação. Era a Anatomia, com a dissecação dos cadáveres humanos conservados em formol e com o manuseio dos esqueletos remontados, a disciplina que dominava mais fortemente o nosso imaginário.

Qualquer nome que não viesse da área da Anatomia seria fatalmente rejeitado. Em meio a outras disciplinas como Histologia e Embriologia, a Bioquímica e a Biostatística...

A ideia principal, e talvez única, era a de que o clube se destinaria a viabilizar uma grande excursão que faríamos adiante.

Então, toca a trabalhar, arrecadando dinheiro em rifas e tertúlias. E também nos organizando em grupos que, em períodos noturnos, visitávamos as residências de nossos mestres em busca de doações. Até abrimos um "Livro de Ouro" para que eles se sentissem, ao fazerem suas doações, como se estivessem participando de algo grandioso. É verdade que houve um deles que nos despachou com um ditado ("quem não pode com o pote, não pega na rodilha"), mas esse, no devido tempo (no período em que houve a nossa formatura), recebeu o troco: não foi lembrado para ser patrono nem paraninfo.

Além disso, havia as contribuições que nós, futuros excursionistas, pagávamos mensalmente. Sob pena de ter o nome cortado da excursão (o que, aliás, quase aconteceu a este escrivão de bordo).

No início de 1970, com o dinheiro apurado nos quatro anos anteriores, fretamos um ônibus que nos levaria a uma excursão pelo Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. O plano de viagem incluía, após atravessarmos a fronteira, irmos ao Uruguai e à Argentina - o "plus" que destacaria a Turma Andreas Vesalius da Faculdade de Medicina da UFC das turmas precedentes que haviam excursionado apenas por território nacional. A nossa turma, portanto, seria a que iria mais longe numa excursão - além de Taprobana, como diria Camões.

O roteiro foi preparado por um grupo que assumiu a liderança. Contando com a expertise do colega Mário que já havia viajado até Porto Alegre.

Éramos trinta (de quase uma centena de alunos), em nossas férias do término do quarto ano de medicina.

Mas...

O número de excursionistas ultrapassava o de assentos no ônibus!

Divulgou-se, de última hora, a abertura de vagas para quem quisesse aderir ao IDP, o Instituto da Desistência Premiada. Apareceram desistentes e o número de excursionistas foi fechado.

Não houve necessidade de providenciar passaporte, apenas a obrigatoriedade de tomar a vacina contra a febre amarela.

A PARTE BRASILEIRA DA EXCURSÃO

Dois motoristas se revezariam na direção do ônibus: Nelson e Josué. Devido a barbaridades explícitas na estrada que deixaram a gente de cabelo em pé, o segundo logo foi afastado da função. Isto fez com que o Nelson ficasse sobrecarregado em seu trabalho durante a viagem, atingindo os limites dessa situação na fase do retorno.

1) Salvador. Nós, os rapazes, ficamos alojados em uma unidade da Marinha, enquanto as moças, em menor número no grupo, foram conduzidas a um hotel. Naqueles anos de chumbo, de descontentamento de parte dos estudantes universitários com as medidas repressivas do governo, a hospedagem fazia parte da "política de boa vizinhança" da ditadura militar. Minhas lembranças de Salvador incluem a Cidade Baixa, o Elevador Lacerda e o Mercado Modelo, onde adquiri uma sacola de fibra vegetal (que foi apelidada de caçuá). Houve também passeio na Baía de Todos os Santos, Ilha de Itaparica e, numa das noites, fomos ao restaurante Varandá, o qual descobrimos se tratar de um reduto LGBTIQIA+ (estou usando a nomenclatura atualizada).

Em 23 de agosto de 2020, parte de um casarão abandonado desabou na rua do Pau da Bandeira. Quatro dias depois, a Prefeitura de Salvador aprovou a demolição completa da estrutura, que oferecia risco a quem transitava pelo local. Nos fundos do Palácio Rio Branco e ao lado do Elevador Lacerda, com uma vista privilegiada da Baía de Todos os Santos, era o prédio deteriorado do antigo Varandá.

2) Rio de Janeiro. Ficamos na Casa do Marinheiro, na Praça Mauá. Por motivos óbvios, nossas colegas tornariam a se hospedar num hotel, o que talvez tenha sido a causa de uma amotinação masculina. Exigia-se que o "tesoureiro" da excursão fizesse a imediata  partilha dos recursos financeiros comuns. Daí para frente, cada um iria administrar sua parte no espólio. Lembro-me de termos ido à Ilha de Paquetá (acesso através de barcas que partem da Praça XV), ao Maracanã (onde assistimos a um jogo de futebol), ao Corcovado (leia-se: Cristo Redentor), a alguma praia da Zona Sul e de termos passeado no bondinho do Pão de Açúcar. Fui procurado por um marujo, Eduardo César, meu primo em 2.º grau, com a proposta de me mostrar o Rio e que me pegou um dinheiro emprestado (acho que não paga mais). Na Cidade Maravilhosa foi quando chegou ao auge o "campeonato de xexo" disputado por alguns colegas.

Xexo Caloteiro (Nordeste)

A palavra xexo vem de seixo (pedrinha). Antigamente, quando se usavam pedras preciosas como dinheiro, os espertos misturam seixos com as pedras preciosas para enganar os outros. Surgiu, aí, a expressão "dar o seixo", que virou "dar o xexo", que quer dizer "deixar de pagar, dar o calote".

3) São Paulo. Hospedamo-nos no Pacaembu, o estádio. Fomos visitados por um colega de uma turma anterior e líder estudantil que, por motivos políticos, vivia clandestino em São Paulo. Ao se despedir nos quotizamos para ajudá-lo naqueles tempos difíceis.

Alguns dos excursionistas foram assistir ao rock musical "Hair" (uma obra da cultura hippie que eu somente assistiria no RJ, três anos depois).

E descemos a Serra do Mar para conhecer Santos e Guarujá.

4) Curitiba. Onde nos hospedamos na Casa do Estudante. Foi inesquecível aquela  experiência de descer de trem a Serra do Mar até o porto de Paranaguá. Saibam que até hoje a tal viagem turística ainda existe, mas até Morretes. Desta cidade, passando por Antonina, e com o turista voltando pela belíssima Estrada da Graciosa para Curitiba. No trecho Sul da excursão, demos carona a um gringo de nome Michel. Artur brincava muito com ele ao ensinar português.

5) Porto Alegre. Tinha uma Serra Gaúcha no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma Serra Gaúcha - com vinhos para a nossa degustação. Chegamos a Porto Alegre onde os alojamentos de outro quartel nos esperavam. Numa das noites fomos a um teatro para um show da Gal Costa. Tive a nítida impressão de que ela cantava só para mim (o pior é que outros também pensaram assim com relação a si próprios).

No Chuí, passamos o dia atarefados em resolver nossos entraves burocráticos para podermos atravessar a fronteira. Carreguei a mão na quantidade de azeite que pus no almoço, e atribuí a isso os distúrbios intestinais que me afligiram nas horas seguintes.

A PARTE ESTRANGEIRA DA EXCURSÃO

6) Montevidéu. Jantamos nos arredores da cidade. Num restaurante que eu, pressionado por fortes cólicas, escolhi no grito. Fomos tungados na conta (Maureen, por exemplo, não jantou) e, ameaçados pelo dono ("voy a llamar la policía"), pagamos o que ele queria. Passeamos no Centro Histórico de Montevidéu, assistimos a um jogo de futebol no Estádio Centenário e fizemos um passeio do tipo bate-volta a Punta del Este. Foi nesta cidade balneária que o colega Nelson, protegido do sol com um "sombrero", sofreu uma abordagem armada de autoridades locais. Ao seu confundido com algum membro do Movimento de Libertação Nacional - Tupamaros, conto por ouvir dizer.

Por fim, fomos a Colonia del Sacramento para a travessia do Rio da Prata (este detalhe me foi lembrado por Nelson Cunha), com destino à capital portenha.

7) Buenos Aires. Acho que houve uma dispersão do grupo por vários hotéis. Hospedei-me num hotel da Avenida Corrientes, no Centro Histórico de Buenos Aires, que tinha um elevador vintage. Ficava perto da Casa Rosada, da Plaza de Mayo e do Obelisco, o monumento erguido na Praça da República, no cruzamento das avenidas Corrientes e 9 de Julio. Foi onde conheci um Metrô. Tirei fotografias - sem flash - do Metrô de Buenos Aires que só captaram as luzes internas.

Infelizmente, perdi um passeio bate-volta ao Delta do Tigre, um refúgio de luxo com mansões e clubes construídos às margens dos rios, os quais só eram acessiveis pela água.

Chamaram-me a atenção, em Buenos Aires, seus ônibus urbanos: eram pequenos e não tinham cobradores. Escolhi um restaurante para jantar, pollo (frango) y vino. E, no passeio que fiz em La Boca, deparei-me com outro restaurante de grande animação. Por conta dos brasileiros que já estavam por lá. Subi ao palco para cantar "Garota de Ipanema". E , ao voltar para o hotel, cantei "Sebastiana" no carro de um argentino que deu carona a alguns de nós.

Corrientes, 348. Esse endereço em Buenos Aires foi imortalizado por Carlos Gardel, no tango "A Media Luz", um dos mais conhecidos dos chamados "tangos clássicos". Descrito na canção de uma forma envolvente e romântica, já não era mais um hotel e no local existia um estacionamento.

A VOLTA PARA FORTALEZA

8) Porto Alegre (2.ª vez). Carnaval (que acontecia no período de 7 a 10 de fevereiro) no Partenon Tênis Clube, na av. Bento Gonçalves. Problemas particulares me motivaram a antecipar meu retorno para Fortaleza. Na rodoviária de Porto Alegre, peguei um ônibus para o Rio de Janeiro. E, na rodoviária Novo Rio, comprei passagem para um segundo ônibus com destino a Fortaleza. Com algumas horas noturnas disponíveis na Cidade Maravilhosa procurei um hotel para a dormida. Mas quem disse, Berenice? O hotel em que me hospedei, apesar de ficar bem próximo da rodoviária, era uma espelunca. E tinha um postigo que, por não fechar, expunha um medroso hóspede à curiosidade pública. Não dormi, claro. Nunca uma espelunca, como disse o Chico.

A fuga do Nelson

Não estou me reportando ao colega Nelson José da Cunha.

Na década de 2010, atendi algumas vezes o paciente N.A.F. na Multiclínica Fortaleza. Era o motorista Nelson da excursão! Septuagenário, lúcido e com bom estado geral, porém apresentando uma doença associada ao tabagismo em estádio avançado. Numa de suas consultas, Nelson me contou uma história interessante. Quando o grupo voltava para Fortaleza, houve uma noite em que ele foi muito pressionado para não interromper a viagem. No entanto, sentindo-se muito cansado, ele procurou uma pousada para descansar. E não informou a ninguém onde foi dormir. No dia seguinte, reassumiu o volante do ônibus. Se houve quem não gostasse dessa conduta? Sim, mas Nelson agiu assim para o bem de todos.

Relação dos participantes

Artur, Beto, Casanovas, César, Clóvis, Colares, Daniel, Edson, Emanuel, Ercílio, Lages, Mário, Nelson, Paulo, Portela, Valdenor, Silvio, Zé Leite.

Adriana, Célia, Imeuda, Lúcia, Leni. Maureen, Maura, Mazé, Maria Alice, Maria Regina, Noelma, Núbia.

(Paulo Gurgel)


quarta-feira, 30 de julho de 2025

O POÇO DA ALDEIA

De fato!
Jacó encontrou a companheira no poço da aldeia.
Moisés encontrou a companheira no poço da aldeia.
Saul perguntou sobre o profeta Samuel no poço da aldeia.
Tudo acontece no poço da aldeia!
Exegese
"O poço da aldeia", no sentido literal, pode se referir a um poço real em uma aldeia, um lugar físico onde as pessoas vão para buscar água e onde ocorrem encontros e interações. No sentido figurado, a frase "Tudo acontece no poço da aldeia" pode ser usada para descrever um local onde acontecem eventos diversos, muitas vezes de forma não planejada ou inesperada.

segunda-feira, 30 de junho de 2025

MEU CARO AMIGO BELCHIOR

Meu caro amigo, eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades.

(Chico Buarque)

Pouco tempo depois de sua passagem para o lado de cima, você foi homenageado, em 18 de maio de 2017, com a criação do Centro Cultural Belchior na Praia de Iracema. É um equipamento da Prefeitura de Fortaleza, gerido em parceria com o Instituto Cultural Iracema, para dar espaço e apoio à cena musical cearense. Em suma, o centro é um lugar onde a música e as pessoas da música se encontram e compartilham estéticas e narrativas contemporâneas.

Sua memória também foi eternizada em seis CDs, remasterizados no box "Tudo Outra Vez" (2018), que trouxe à baila para as novas gerações suas obras-primas gravadas entre 1974 e 1982.

Em 30 de março de 2022, outro dia histórico para a Cultura em nosso Estado, foi inaugurado na antiga Estação João Felipe, em Fortaleza, o Complexo Cultural Estação das Artes Belchior. Um equipamento restaurado e modernizado pelo governo do Ceará, que conta com mercado das artes, pinacoteca, feira gastronômica, salas de exposição, biblioteca e museu ferroviário, além de também abrigar as sedes da Secult e do Iphan.

Ademais, você se aqui faz presente em livros, folhetos e que tais. Livros que falam de sua vida e sua obra, eu já cataloguei quatorze. Em folhetos de cordel, segundo o pesquisador Alberto Perdigão, você é o protagonista de dezenove deles (nesta categoria, apenas perde em abordagens para Luiz Gonzaga e, talvez, para Jackson do Pandeiro).

Belchior, o que há de teses, dissertações, monografias e artigos que lhe fazem referências é escomunal (a palavra existe). Você, Raul Seixas, Erasmo e Rita Lee entraram para o mainstream, sem nunca apostar nisso. Além disso, artistas plásticos e grafiteiros das terras estão a lhe prestar homenagens com murais e caricaturas, celebrando sua imagem e legado.

Estátuas que lhe são alusivas brotaram pelo Ceará. Em Sobral, onde você é homenageado com uma escultura de bronze em tamanho real numa praça da cidade. No Cantinho do Frango, lugar historicamente visitado pelo Pessoal do Ceará (Ednardo, Fausto Nilo, Rodger Rogério...) e pelo "popstar" Falcão... ah, a estátua de lá tem mesa cativa. E, na Pousada dos Capuchinhos, em Guaramiranga? Frei Francisco Antônio de Sobral (como você queria ser chamado).

Em todos os monumentos que acabo de citar, seu alter ego mineral aparece empunhando um violão!

Não posso ignorar os blocos carnavalescos. Como o "Volta Belchior", um dos blocos mais populares de Belo Horizonte, com grande adesão de foliões. E, dando um pulo ao Carnaval de Recife, o bloco "Sujeito de Sorte", que inclui um boneco gigante e músicas belchiorianas desde a concentração. Além disso, o bloco "Ano Passado Eu Morri Mas Esse Ano Eu Não Morro", que também é inspirado em você. Aquela explosão de alegria e irreverência que faz trepidar as ruas paulistanas com marchinhas, sambas e releituras de seus clássicos. Acho que os nomes desses blocos lhe soam familiares, não?

Ah, a falta que a falta faz! Na última noite de agosto, apareci no Belch Bar, em Dionísio Torres, para beber à sua memória. Na agradável companhia do compositor Ricardo Bezerra, enquanto o trovador eletrônico Jorge Mello, contava causos e cantava canções da profícua parceria que ele teve com você. Para matar a tristeza só mesa de bar, como disse o mais brega dos poetas. E toca a trabalhar nos retoques finais de "Encontros com Belchior", um dos capítulos do meu próximo livro, "Brilhos", que prometo para o ano que vem.

O que teremos em 2026: 50 anos de Alucinação; Nascido em Sobral, 80anos se vivo fosse; 300 anos da fundação de Fortaleza, a cidade antes do Sudeste Maravilha. Todo poeta tem seu carteiro de estimação e você tem o seu: Nonato Nogueira. É ele quem reúne amigos e fãs em antologias...

Você, Belchior, sempre será lembrado como um dos maiores poetas da música brasileira. Sua voz ecoa em nossos corações, e suas canções continuam a nos inspirar. A saudade é imensa, mas a gratidão por tudo o que você nos deixou é ainda maior.

Com carinho e admiração, Paulo Gurgel

P.S. Aqui na terrinha, Vannick continua a cantar as coisas que aprendeu em seus discos. Conheci sua filha numa noite de autógrafos do avô Edmilson, de quem sou há muito tempo amigo. 

[AINDA EM ELABORAÇÃO]

PAULO GURGEL CARLOS DA SILVA - cearense (Fortaleza). Escritor, blogueiro e médico aposentado do Ministério da Saúde. Foi contemporâneo de Belchior na Faculdade de Medicina da UFC. Membro fundador da Sobrames Ceará e diretor da entidade no período de 1985 a 1987. Tem a biografia no livro "Portal de Memórias" e o currículo na Plataforma Lattes e na Wikipédia. Seu último livro publicado: "Edição Êxtase", em 2023.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

O GLOSSÁRIO BILÍNGUE DO ARTIGO 26 (*)

Um glossário é uma lista alfabética de termos de um determinado domínio de conhecimento com a definição desses termos. E um glossário bilíngue seria, por exemplo, necessário à canção "Artigo 26", do compositor cearense Ednardo, por incluir em sua letra palavras francesas abrasileiradas.
Eis os termos na ordem em que se apresentam na canção:
anavantu [do fr. en avant tous] Todos avançando.
anarriê (do fr. en arrière) Recuando.
nê pa dê qua (do fr. ne pas de quoi) Não há de quê.
padê burrê (do fr. pas de bourrée) É um dos movimentos de ligação da dança clássica.
igualitê, fraternitê e libertê (do fr. liberté, égalité, fraternité) Os ideais da Revolução Francesa, que são as palavras-chave que definiam seu espírito e objetivos.
merci bocu (do fr. merci beaucoup) Muito obrigado.
(*) Art. 26 - São considerados, desde já, inimigos naturais dos Padeiros - o Clero, os alfaiates e a polícia. Nenhum Padeiro deve perder ocasião de patentear seu desagrado a essa gente. Estatutos da Padaria Espiritual (1892)

quarta-feira, 30 de abril de 2025

LIVROS: TEXTOS, ILUSTRAÇÕES, ABAS...

Verdeversos (CMC, 1981)
Minibiografia - Interiores - Quintal de infância - Desfazenda - Auto do Compadecido - A Vaga - Vesperal - Oriental - Até o último pedaço - Descubram seus rostos - Profética
Encontram-se (CMC, 1983)
O autor em sete parágrafos - Lapidação - Vesícula preguiçosa, fel de preparo instantâneo - O planeta dos homens e do macacos - Só dói quando eu penso - Não tenho abelhas mas vendo mel - Paulificante
MultiContos (BNB Clube, 1983)
Hetróclito, seus inimigos - Heteróclito, suas casas de pasto
Prosa e Poesia - Temos um pouco (CMC/Sobrames Ceará, 1984)
Auto-entrevista - Ave, avestruz - Um parafuso de menos - Tudo-Nada - Creme Bárbaro - Os gerúndios estão florindo - On the rocks
A Nova Literatura Brasileira 1984 (Shogun Arte, vol.2)
Inventando coisas...
Escritores Brasileiros (Crisalis, 1985)
Micropoemas do Infortúnio
Poetas do Brasil (Mirante, 1985)
Micropoemas do Infortúnio
Em Busca de Poesia, de Dalgimar Meneses (Gráfica VT, 1985)
Proemial (prefácio)
Criações (CMC/Sobrames Ceará, 1986)
Texto das abas do livro - Capa e ilustrações - Auto-entrevista - Diálogo de maluquetes n.º 1 - As lérias estão de volta - Diálogo de maluquetes n.º 2
A Cor do Fruto, de Fernando Novais (IOCE, 1986)
Texto das abas do livro
Sobre Todas as Coisas (CMC/Sobrames Ceará, 1987)
Fósforos - O Segundo - As coroas de Apolo - Em Cartaz - Branca das Neves
Nossos Momentos, de Wellington Alves (Stylus, 1988)
Texto da aba 1 do livro
Letra de Médico (Sobrames Ceará, 1989)
A mulher do próximo - O homem do contra - Ponto e Vírgula - A senhorita E - Pensamentos - Minha história
Efeitos Colaterais (Sobrames Ceará, 1990)
O brasileiro cordial - Mosca na sopa - Algaravia - O nome da coisa - O vendedor de estrelas
Meditações (Sobrames Ceará, 1991))
Fitas de máquina - O azar de Baltasar - Da arte de escrever cartas (Carta ao Lúcio e Carta ao Neno) - Os tíquetes do tempo - Murphy Show - Pão, circo e companhia
1.º Concurso Nacional de Prosa e Poesia (AMB, 1991)
O Caminho do Meio (7.º lugar) 
Outras Criações (Sobrames Ceará, 1992)
1992 - Memórias de Cubas... - Jorge, um cearense - O vampiro nordestino - Brigas na cozinha - Dr. Carta Pácio e o loteamento humano
Esmera(L)das (Sobrames Ceará, 1993)
Marcha à ré - Com a cara e a covardia - A roupa nova do rei (um conto revisitado) - A Bomba - Dr. Asdrúbal e a Morte
Prescrições (Sobrames Ceará, 1994)
O Farol - Arma Quente 1 - Arma Quente 2
Antologia Até Agora (Sobrames Ceará, 1983 - 1996)
Com a cara e a covardia - Ponto e Vírgula
Médicos Escritores e Escritores Médicos (UFC, 1998; org. Geraldo Bezerra)
Descubram seus rostos - Ponto e Vírgula
Marcelo Gurgel em Verso e Anverso (Edição do autor, 2003)
De irmão para irmão (mano a mano) - O despertar de um blogueiro
Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores, de Marcelo Gurgel (UECE, 2008)
Texto das abas do livro
Dos Canaviais aos Tribunais, de Marcelo Gurgel e Márcia Gurgel, orgs. (Expressão, 2008)
Moradas e vizinhos - Arte materna
Achado Casual (Sobrames Ceará, 2008)
Arraias, paquetões e bolachinhas
Ressonâncias Literárias (Sobrames Ceará, 2009)
O bingo das pedras frias 
Receitas Literárias (Sobrames Ceará, 2010)
Fora do ar
Portal de Memórias (Expressão, 2011)
Diversos (coautor)
Sessent'anos de Caminhada, de Elsie Studart, org. (Expressão, 2013)
O "causeur" Marcelo Gurgel - Marcelo, versão 7.0 - Nota do Blog LT
Meia-Volta Volver!, de Marcelo Gurgel (2013)
O corneteiro de Pirajá - Pium e carapanã - Fraseologia militar 
Ordinário, Marche!, de Marcelo Gurgel (2015)
O índio nu - O índio e o português - Os índios mateiros
Anos Dourados em Otávio Bonfim, de Vicente Moraes (Iuris, 2017)
Texto da contracapa da 2.ª edição
Ombro, Arma!, de Marcelo Gurgel (2018)
Notas do Blog EM
Luiz, mais Luiz! (2018)
Diversos (coautor)
Pontos de Vista (Sobrames Ceará, 2019)
Prefácio
Poemas em Prelúdio, de João Evangelista (2019, in memoriam)
A noite do chá
Fora de Forma!, de Marcelo Gurgel (2020)
Antônio Sales e sua época - Wilson da Silva Bóia, o polímata - Voos  amazônicos (1974-75) - Benjamin Constant, Tabatinga e Letícia - Iquitos - A Pérola do Javari - A Islândia Sul-americana - Notas do Blog EM
Medicina, Meu Humor!, de Marcelo Gurgel (2022)
Prefácio da 2.ª edição
Uso Profilático (Sobrames Ceará, 2023)
A transição editorial do Centro Médico Cearense para a Sobrames Ceará, no período de1978 a 1987 (posfácio)
Um Septuagenário sob Distintas Ópticas, de Marcelo Gurgel, org. (Edição do autor, 2023)
O "causeur" Marcelo Gurgel - Marcelo, versão 7.0
Causos e Curiosidades Militares, de Marcelo Gurgel (2023)
Parte II: causos militares no Blog EM (adaptados)
A História de Elda (2023)
Diversos (coautor)
Edição Êxtase (Expressão, 2023)
Diversos (autor)
Brilhos (Expressão, 2026)
Diversos (autor)

domingo, 30 de março de 2025

KARMANN-GHIA E AS BORBOLETAS

Figuravam na letra original da canção "Paralelas", de Belchior:
No Karmann-Ghia (1) sobre o trevo a cem por hora,
Oh, meu amor!
Só tens agora os carinhos do motor.
E no escritório onde eu trabalho e fico rico
Quanto mais eu multiplico, diminui o meu amor.
Em cada luz de mercúrio vejo a luz do teu olhar,
Passas praças, viadutos, nem te lembras de voltar,
De voltar, de voltar.
No Corcovado quem abre os braços sou eu
Copacabana, esta semana o mar sou eu
E as borboletas do que fui pousam demais
Por entre as flores do asfalto em que tu vais.
(2)
E as paralelas dos pneus na água das ruas
São duas estradas nuas em que foges do que é teu
No apartamento, oitavo andar, abro a vidraça e grito
Grito quando o carro passa: teu infinito sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu
No Corcovado... (repete)
NOTAS
(1) Substituído por: Dentro do carro. Na década de 1960, o Karmann-Ghia era um dos objetos de desejo dos playboys brasileiros. Surgido em 1955, da união do fabricante de carrocerias alemão Wilhelm Karmann com o italiano Luigi Segri - designer do estúdio Ghia, a excitante novidade foi também  fabricada em São Bernardo do Campo-SP, entre 1961 e 1975. Mas o Karmann-Ghia saiu da letra de "Paralelas", antes mesmo da marca desaparecer no mercado. Reparar que marcas de veículos é que não faltam na MPB: V2, Mustang cor de sangue, Corcel cor de mel, Fuscão preto, Brasília amarela, arrumamalaê, a Rural vai atolá...
(2) Substituído por: Como é perversa a juventude do meu coração / Que só entende o que é cruel, o que é paixão. Sem dúvida, uma das melhores passagens presentes no corpus da obra belchioriana!
VÍDEO (Vanusa, 1975)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

A 1.ª EDIÇÃO DO LIVRO "EPIDEMIOLOGIA & SAÚDE" DE M. ZÉLIA ROUQUAYROL

Autor:
MARIA ZÉLIA ROUQUAYROL
Colaboradores:
Atenção Primária em Saúde FÁTIMA MARIA FERNANDES VERAS
Saúde Mental JOSÉ JACKSON COELHO SAMPAIO
Saneamento Básico SUETÔNIO MOTA
Políticas de Saúde HERVAL PINA RIBEIRO
Saúde Ocupacional PAULO GURGEL CARLOS DA SILVA
Editado com o auxílio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Impresso na Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Fundação Educacional Edson Queiroz
Fortaleza, 1983. 327p.
Capa e ilustrações: Mário Kaúla
Adotado como livro-texto em Epidemiologia e Medicina Preventiva por diversas universidades do Brasil, "Epidemiologia & Saúde" encontra-se na 8.ª edição.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

DR. CARTA PÁCIO E O HORÓSCOPO DOS ANIMAIS

Recebi esta carta do incansável missivista Dr. Carta Pácio:
Meu caro amigo,
Estou lançando as bases da criação de um horóscopo para animais. Não seria como um reles horóscopo humano que distribui os signos de acordo com as datas de nascimento. No modelo que acabo de criar, cada signo abrangeria todos os indivíduos de uma espécie, de um gênero ou de uma família. O que inclusive dispensaria saber a data em que cada bicho individualmente nasceu.
Aquário seria para todos os seres que vivem na água, excetuando-se os peixes, que já contariam com o signo de Peixes, e os crustáceos, que estariam incluídos em Câncer, cujo símbolo é caranguejo.
Nas quintas-feiras, o horóscopo alertaria os caranguejos para se esconderem nos mangues. Sob pena de serem desmembrados nos bares de Fortaleza.
Áries, para os carneiros.
Capricórnio, para as cabras.
Touro, para bovinos, bubalinos e demais ruminantes.
Gêmeos, para os canídeos. Em consideração à Luperca, a loba que amamentou Rômulo e Remo.
Leão, para grandes, médios e pequenos felinos.
Virgem, para os animais que se reproduzem por partenogêsese e que não estejam alocados em outro signo.
Libra seria extinto. Que aproveitamento eu posso dar a uma balança?
Escorpião, para escorpiões, aranhas e centopeias.
Sagitário também seria extinto (assim como os centauros). Ou, então, o reservaria aos perus cujas necessidades de horóscopo são vitais no Thanksgiving e na véspera de Natal.
Em caso de novas demandas, buscaríamos na astrologia chinesa a Serpente, o Galo, o Macaco e o Dragão (este último para atender o Dragão de Komodo)
Comentário
Algumas pessoas vivem suas vidas de acordo com o zodíaco, consultando as estrelas em uma base diária para ver o que há de vir, e usando o seu signo de nascimento como um guia para saber como vivem suas vidas. Essas pessoas astrologicamente ocupadas acreditam que as estrelas ditam seus destinos, e elas estão vivendo sob a suposição de que nasceram sob um horóscopo de doze signos, um para cada mês do ano.
Mas outras pessoas cientificamente ocupadas da NASA perguntaram-se por que os babilônios deram ao zodíaco 12 signos quando o sol realmente se move através de 13 constelações. Elas descobriram que os babilônios tinham um 13.º signo chamado Ophiuchus, Ofiúco ou Portador da Serpente, que eles decidiram descartá-lo para fazer o ajuste do Zodíaco a um calendário de 12 meses.
E, três mil anos depois, a vida daqueles que acreditam em astrologia foram alteradas porque estavam vivendo uma mentira baseada em signos.
DR. CARTA PÁCIO E ...

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

RELÓGIO E ANOS DO CÃO

Equivalência
Se um "ano do cão" é equivalente a sete anos humanos, então o tempo passa sete vezes mais rapidamente para os cães do que para os seres humanos.
⌚🐕 = ⌚👨👨👨👨👨👨👨 
Em 1990, Rodney Metts inventou um relógio que refletindo esta relação, avançava em sete vezes a velocidade normal.
Esta é uma dica e tanto. Tanto para você quanto para seu animal de estimação:
Se um cão é mantido trancado no porão de uma casa durante oito ou nove horas, por exemplo, enquanto o seu dono está ausente, o tempo decorrido no relógio do cão será de 56 a 63 horas ou cerca de dois dias e meio. Um passeio de uma hora em um automóvel irá registrar sete horas em um relógio do cão. Assim, o valor em "tempo cão" de uma atividade humana vai se tornar logo aparente.
Acima está é uma figura que ilustra a patente do invento. O item 10 é o cão.
Por fim, uma grande lição que aprendi na meia-idade
É que sempre que um amigo menciona que seu cachorro tem mais de 12 anos e/ou que seus pais têm mais de 85 anos, NUNCA pergunte a ele no futuro sobre seu cachorro e/ou sobre seus pais. Deixe SEMPRE que eles toquem no assunto primeiro. 
Devo essa lição a Matt Haughey.

sábado, 30 de novembro de 2024

ANIMAIS COAUTORES

Galadriel, o galgo afegão
Polly Matzinger, nascida em 1947, é uma cientista estadunidense que propôs uma nova explicação de como o sistema imunológico funciona. É o chamado Modelo de Perigo (Danger Model). Este trabalho, publicado no Journal of Experimental Medicine, em 1978, e tendo Galadriel Mirkwood como coautor, pode ser lido em arquivo PDF. Aqui. Antes de ser cientista, Polly Matzinger teve uma carreira incomum. Foi coelhinha da Playboy, garçonete, música de jazz, carpinteira e treinadora de cães. Como cientista, entretanto, ela teve sérios problemas com o editor da revista científica. Ele, após fazer restrições preconceituosas ao nome de Galadriel Mirkwood no primeiro trabalho, não consentiu mais a publicação de outros artigos da pesquisadora no Journal. A cientista tinha porém "n" justificativas: Não gostava de escrever na primeira pessoa. Nem na voz passiva. Além disso, Galadriel era tão envolvido em suas pesquisas como outros coautores por aí. Etc. Depois da questão levantada, Polly Matzinger só retornaria às páginas da revista em 1995. Quando o editor do J. Exp. Med já era. Até então, ela vinha publicando seus trabalhos na Science, Ann NY Acad Sci, J Immunol, Proc Transplant, Med Nature e Nature Immunology.

Asya, a gata
O linguista soviético Yuri Knorozov foi fundamental na decifração da escrita maia. Durante toda a sua  vida, ele tentou ser creditado pela obra com a gata Asya, mas seus editores sempre recusaram. Em 2012, os mexicanos o homenagearam com um monumento que incluía sua amada gata.

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

O CENTENÁRIO COLÍRIO MOURA BRASIL

Foi em 1913 que o oftalmologista José Cardoso de Moura Brasil chegou à fórmula que mudaria sua vida e a de alguns de seus descendentes. Instilada em olhos sensíveis ou irritados, essa combinação de cloridrato de nafazolina (vasoconstrictor), sulfato de zinco, ácido bórico e borato de sódio tornou-se, em pouco tempo, o mais popular colírio no Brasil. Segundo seu neto Oswaldo Moura Brasil, também oftalmologista, "colírios com vasoconstritores em sua fórmula fazem com que os olhos fiquem branquinhos e brilhantes quase que imediatamente".
O Colírio Moura Brasil ganhou fama principalmente a partir de 1934, quando começou a ser anunciado em programas de rádio, com jingles cantados por estrelas em ascensão, como Ângela Maria e Luiz Gonzaga. 
Seu slogan era "duas gotas, dois minutos, dois olhos limpos". [1] 
O Colírio Moura Brasil também patrocinou programas importantes, como "Curiosidades Musicais", apresentado por Almirante e transmitido em rede para várias partes do Brasil pela Rádio Nacional. 
Em 1951-52, o Rei do Baião foi contratado para promover o colírio em excursões pelo Brasil. [2]
O Moura Brasil tinha, na época, como principal concorrente o colírio Lavolho, que também usava de semelhantes estratégias de marketing.
Em 1959, a Rainha do Rock Celly Campelo e Carlos José, contratados da Odeon, gravaram um jingle para o Colírio Moura Brasil. [3] 
E, com o advento dos iPhones, o próprio fabricante teve a ideia de lançar um aplicativo gratuito com a finalidade de clarear os olhos vermelhos nas fotografias digitalizadas - com apenas um toque! [4] 
Cronologia
1846 Nasce em 10 de fevereiro, no povoado de Caixa-só, atual Pereiro-CE, José Cardoso de Moura Brasil
1870 Forma-se pela Faculdade de Medicina da Bahia e defende a tese  de doutoramento "Tratamento cirúrgico da catarata"
1871 Permanece durante três anos na Europa (Paris, Londres e Viena), especializando-se em oftalmologia
1875 Atende na Santa Casa da Misericórdia, no Ceará
1876 Muda-se para o Rio de Janeiro, onde foi um dos primeiros moradores de Ipanema
1882 Funda no RJ uma Policlínica, da qual foi diretor durante 43 anos
1891 Preside a Academia Nacional de Medicina [5]
1913 Lança o colírio que leva seu nome
1928 Falece em 31 de dezembro, no Rio de Janeiro, o oftalmologista Moura Brasil. Seus descendentes continuam sua obra. [6]
Webgrafia
[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%ADrio_Moura_Brasil
[2] http://revistas.pucsp.br/index.php/algazarra/article/view/19111/14267
[3] http://youtu.be/N4WFNntLDX8?si=vKL5nJwEnydPhTyI
[4] http://youtu.be/Mqy4MzVil-c?si=Ymjs_iDmVkANuPH8
[5] http://www.anm.org.br/jose-cardoso-de-moura-brasil/
[6] http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Cardoso_de_Moura_Brasil

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

A DIALÉTICA DE LAVAR A LOUÇA

Tese
Estudantes e professores pesquisadores da Florida State University descobriram que lavar a louça conscientemente acalma a mente e diminui o estresse.
Após a realização de um estudo com 51 estudantes, os pesquisadores constataram que aqueles que que lavaram os pratos conscientemente, concentrando-se na temperatura da água, no aroma do sabão, na produção da espuma e nos movimentos que estavam fazendo etc. relataram sentimentos de um estado positivo 25% maiores e níveis de nervosismo 27% menores, com relação aos sentimentos e níveis apresentados antes de lavar a louça. Já aqueles do grupo-controle, que apenas lavaram os pratos mecanicamente não experimentaram quaisquer benefícios mentais.
http://news.fsu.edu/More-FSU-News/Chore-or-stress-reliever-Study-suggests-that-washing-dishes-decreases-stress
Antítese
Lavar a louça: terapia para alguns, tortura para outros.
Para o @LwithP, essa é a melhor das tarefas domésticas, principalmente quando acompanhada por uma musiquinha. Mas tem gente que trocaria essa obrigação por lavar um banheiro.
Síntese
Al Bernstein dizia que o problema de morar sozinho é que é sempre a sua vez de lavar a louça. Morar sozinho não é o meu caso, ir para a pia da cozinha, sim. Em meu lar, desde que a empregada doméstica foi declarada extinta, lavar a louça passou a ser uma atribuição minha. Que faço com a atenção plena, concentrando-me em todos os detalhes da tarefa. Nem sequer tinha a noção (que hoje tenho) de que isso traria benefícios para a minha saúde psíquica. Ao lavar a louça da minha sinhá, ajudando a afastar os pensamentos cinzentos da minha mente, estou sempre a cantarolar uma música que foi tema da novela Escrava Isaura: "Vida de negro é difícil - Lerê lerê", de Dorival Caymmi.
É que essa música, além de me deixar muito zen, também irrita o meu grupo-controle (leia-se: a minha mulher). Paulo Gurgel
Tema vizinho: "Enquanto engoma a calça", de Ednardo.
http://blogdopg.blogspot.com/2013/01/enquanto-engoma-as-calcas.html
Bônus: caso cases
Embora tenham se apegado às representações tradicionais, a série é tão erótica quanto uma colher de chá. Em vez de desenhos retratando várias posições sexuais, The Married Kama Sutra retrata cenas hilárias de um casamento típico — onde ambos os parceiros estão juntos há tempo suficiente para que a faísca tenha se apagado e o sexo (se é que ainda ocorre) é pouco frequente. Trajes tradicionais justapostos com influências modernas (como a máquina de lavar louça no primeiro desenho da série) criam um humor deliciosamente perverso.
Clique AQUI para conferir mais desenhos da série e, independentemente de seu estado civil, tente não sorrir.

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

MARATONAS

MARATONAS

Atenas, 490 a.C.

Maratona é uma corrida realizada na distância oficial de 42.195 quilômetros. Não existia nos jogos da Grécia Antiga.

Ela é uma criação do francês Michel Bréal para os primeiros Jogos Olímpicos da era Moderna, de 1896, em Atenas.

Bréal baseou-se na lenda do soldado grego Fidípides, que correu cerca de 42 quilômetros de Maratona até Atenas para anunciar a vitória dos gregos contra os persas na batalha de Maratona, em 490 a.C.

Chegando sem fôlego no Areópago, Fidípides morreu ali depois de ter entregue sua mensagem.

Pintura e escultura

Na exposição do Louvre "L'Olympisme - une invention moderne, une héritage antique" (Olimpismo - uma invenção moderna, uma herança antiga), informa a médica e historiadora Ana Margarida Arruda Rosemberg, há uma pintura de Lyc-Olivier MERSON (1846 -1920) "Le Soldat de Marathon", 1869, que retrata essa passagem.

N. do E.

No Louvre, há também em exposição uma escultura de Jean-Pierre CORTOT (1787 - 1843), Le soldat de Marathon annonçant la victoire, 1834.

http://blogdopg.blogspot.com/2024/08/o-soldado-de-maratona.html

St. Louis 1904

A maratona masculina nos Jogos Olímpicos de Verão de 1904 em St. Louis, Missouri, Estados Unidos, ocorreu em 30 de agosto daquele ano.

Com 32 atletas vindos de sete nações para a competição, apenas 14 conseguiram completar a distância de 40 km da prova, que foi um evento bizarro devido à desorganização e à má arbitragem. Embora Frederick Lorz tenha sido saudado como o aparente vencedor, ele foi posteriormente desclassificado por ter pegado carona em um carro (cartoon) durante parte da corrida.

Quanto ao segundo da maratona, Thomas Hicks, foi considerado depois como o verdadeiro vencedor, embora ele estivesse, ao final da prova, à beira do colapso e alucinado pelo efeito colateral da administração de conhaque, ovos crus e estricnina por seus treinadores.

http://

Londres, 1908

A primeira vez que Londres sediou os Jogos Olímpicos foi em 1908. Naquele ano, os jogos deveriam acontecer em Roma. Mas... com o Monte Vesúvio em período de franca erupção, os jogos foram transferidos para a capital inglesa.

Uma competição internacional em que o cabo-de-guerra e a caminhada de dez quilômetros eram esportes oficiais, as mulheres competiam usando saias compridas, e os homens levavam 10,8 segundos para completar a corrida de cem metros.

Naqueles jogos, o corredor italiano Dorando Pietri protagonizou, em 24 de julho de 1908, um dos episódios mais dramáticos da história olímpica.

Após liderar solitário os últimos quilômetros da maratona, ele chegou ao Estádio Olímpico White City completamente exaurido e desorientado, caindo ao chão da pista de atletismo por diversas vezes. Próximo da chegada e do desfalecimento completo, Dorando - que levou cerca de dez minutos para completar os 400 m da volta na pista - foi ajudado pelos fiscais a cruzar a linha de chegada, com o que acabou sendo mais tarde desclassificado em favor do norte-americano Johnny Hayes, que chegou na segunda posição sem nenhuma ajuda.

Por conta disso, Dorando não ficou com a dourada.

http://blogdopg.blogspot.com/2012/07/a-maratona-epica-de-dorando-pietri.html

Estocolmo, 1912

Shizo Kanakuri detém o recorde mundial do tempo mais lento na maratona olímpica. Ele terminou sua corrida após 54 anos, oito meses, seis dias, 5 horas e 32 minutos.

Shizo não era um corredor lento. Pelo contrário, antes de ir para as Olimpíadas de 1912, ele havia estabelecido um recorde mundial de apenas 2 horas, 32 minutos e 45 segundos. Ele era o favorito para vencer a maratona nas Olimpíadas de Estocolmo.

Foi a primeira vez que o Japão ou qualquer nação asiática participou das Olimpíadas, e Shizo foi um dos dois atletas enviados para representar seu país.

Apesar de ser o favorito, as probabilidades estavam contra ele desde o início. Ele era rápido, mas um atleta inexperiente de apenas 20 anos de idade. Além disso, para chegar a Estocolmo, ele enfrentou uma viagem de navio e trem de 18 dias. Ele lidou com o problema correndo no convés do navio e em cada estação da Ferrovia Transiberiana com tempo de parada suficiente para treinar um pouco. Quando ele finalmente chegou, ele e seu companheiro de viagem tiveram problemas com a comida local. Seu companheiro judoca ficou doente, e Shizo teve que cuidar dele, reduzindo ainda mais o tempo de treinamento.

O dia da maratona foi escaldante. Aos vinte e sete quilômetros da corrida, o japonês desmaiou devido à hipertermia e foi cuidado por alguns fazendeiros locais. Shizo não foi o único. Os corredores estavam caindo como moscas naquele dia, incluindo o corredor Francisco Lázaro, cujo colapso no meio da corrida e subsequente morte fizeram dele a primeira fatalidade olímpica. Sessenta e oito corredores de todo o mundo entraram na corrida, mas apenas a metade cruzou a linha de chegada.

Diferentemente dos outros corredores que desistiram, Shizo nunca notificou sua falha em terminar aos oficiais da corrida. Ele foi contado como desaparecido.

Shizo retornou ao Japão, continuou seu treinamento e correu ainda em outras duas Olimpíadas. Em seu país natal, ele era conhecido como o Pai das Maratonas Japonesas, mas na Suécia, era conhecido como o maratonista desaparecido.

Depois de 50 anos, as autoridades suecas descobriram que ele estava vivo no Japão e o convidaram para terminar a corrida. Aos 75 anos de idade, ele finalmente cruzou a linha de chegada (foto).

Ao ser entrevistado, comentou: "Foi uma longa corrida. Ao longo do caminho, eu me casei, tive seis filhos e dez netos".

http://blogdopg.blogspot.com/2024/08/o-maratonista-desaparecido.html

Boston, 1980

Em 21 de abril de 1980, Rosie Ruiz, 23, foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada na Maratona de Boston. Ela tinha conseguido o terceiro melhor tempo já registrado por um corredor do sexo feminino em todas as maratonas (duas horas, 31 minutos e 56 segundos). O feito era ainda mais notável porque ela parecia livre de suor e bastante relaxada ao subir no pódio para receber sua coroa de flores

No entanto, oficiais da corrida logo após começaram a questionar sua vitória. O problema era que eles não se lembravam de tê-la visto durante a prova. Monitores em vários postos de controle da corrida tampouco a tinham visto, nem qualquer um dos outros corredores. Inúmeras fotografias tiradas durante a corrida não mostravam qualquer sinal dela. Sua ausência era esmagadora.

Finalmente, alguns membros da multidão apareceram para revelar que a tinham visto iniciar a corrida na última meia milha. Ela tinha simplesmente corrido no trecho da linha de chegada.

Enquanto os organizadores da maratona se preparavam para anunciar sua desclassificação, descobriram evidências de que ela também trapaceara na corrida de Nova Iorque (onde tinha se classificado para correr na maratona de Boston). Rosie Ruiz, aparentemente, conseguira seu tempo em Nova Iorque andando de metrô em dois terços da corrida.

Sua vitória em Boston foi anulada e concedido o título à verdadeira vencedora: Jackie Gareau.

http://blogdopg.blogspot.com/2014/08/a-maratonista-dos-metros.html

Atenas, 2004

Nos Jogos de 2004, em Atenas, o corredor brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima (foto) liderava a maratona masculina. Quando faltavam apenas quatro milhas para ele completar o percurso, algo então aconteceu: um padre irlandês saiu da multidão e deteve o atleta por sete segundos. Embora o atraso tenha sido curto, isso, pode ter prejudicado o desempenho do atleta daí em diante. Ele perdeu o ouro por mais de um minuto e a prata por mais de 40 segundos. No entanto, é difícil dizer como ele teria corrido suas últimas milhas se um estranho não lhe tivesse interrompido a concentração. O COI recusou-se a mudar o resultado da corrida, mas, além do bronze que o corredor ganhou, ele foi agraciado com a medalha Pierre de Coubertin (que é dado a atletas que se destacam pelo espírito esportivo).

“A quarta medalha”

Aqui estão os nomes de quatro de seus destinatários mais notáveis:

Luz Long, 1936

Eugenio Monti, 1964

Lawrence Lemieux, 1988

Vanderlei Cordeiro, 2004

Mesmo agora, doze anos depois, o reconhecimento oficial continuou: Vanderlei foi escolhido para acender a pira olímpica da Rio 2016.

http://blogdopg.blogspot.com/2016/08/o-quarto-tipo-de-medalha-olimpica.html

EUA, 2006

Que animal pode correr mais tempo sem parar?

É o homem.

Em geral, os animais não conseguem correr por muito tempo devido a adaptações fisiológicas específicas que priorizam a velocidade máxima em curtos períodos (para caça ou fuga rápida), em vez da resistência de longa distância. Poucos animais têm sistemas fisiológicas que os façam perder o calor gerado por um esforço físico intenso (principalmente a capacidade de suar).


    Dean Karnazes é um ultramaratonista americano muito famoso por sua resistência em corridas. Só para ter uma ideia de sua capacidade, frequentemente, ele participa de provas de 200, 250 e até 300 quilômetros de corrida. Em 2006, ele fez um projeto chamado "50 maratonas em 50 dias", onde correu uma maratona todos os dias (42 km), durante 50 dias, uma em cada estado americano. Este projeto virou até livro ("50 Maratonas em 50 Dias: O Que Aprendi Correndo").

Cientistas, querendo entender o limite de Karnazes, propuseram fazer um estudo com ele. O atleta deveria correr, sem parar (sem parar mesmo) o máximo de tempo que conseguisse até atingir o seu limite. Karnazes conseguiu correr por 81 horas seguidas! Algo equivalente a começar a correr na quinta-feira, às 8h da manhã e terminar no domingo, às 17h. Após percorrer mais de 500 km, ele parou, mas não porque cansou, mas porque estava começando a ter alucinações devido à falta de dormir.

Alguém pode perguntar: "E a corrida homem x cavalo?"

Bem… apesar das capacidades de corridas em longas distâncias de um cavalo, um homem bem preparado, ainda assim, poderia ganhar de um cavalo.

Anualmente, na cidade galesa de Llanwrtyd Wells, desde 1980, ocorre uma corrida chamada “Man Vs Horse Marathon”. A prova tem um percurso de 34 quilômetros (apesar do nome "Maratona"), na qual atletas a pé disputam com cavaleiros em um trajeto que combina trechos de estradas, trilhas e terrenos montanhosos.

De 1980 a 2025, a corrida homem x cavalo já teve 34 edições. Os corredores a pé venceram em 5 anos: 2004, 2007, 2022, 2024 e 2025.

http://preblog-pg.blogspot.com/2026/02/que-animal-pode-correr-mais-tempo-sem.html

Rio, 2008


    Embora as corridas a pé fossem o principal evento dos antigos jogos gregos, eles não corriam meias maratonas em suas Olimpíadas. E isso não mudou até hoje: assim como acontece com a capoeira, a meia maratona não faz parte dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.

A expressão meia maratona, assim como a palavra hemitona, vem de Hemitona, uma cidade na Grécia. De acordo com a lenda, após a batalha de Hemitona, que ocorreu entre a Grécia e o exército invasor persa, o herói grego Asthma correu 21,1 km das planícies de Hemitona até Atenas para levar a notícia de que os gregos tinham empatado.

Não era uma boa notícia para Grécia. A qual inclusive tivera a vantagem de mando de campo ao enfrentar a Pérsia. E, na batalha seguinte, seria vencer ou vencer.

Depois de passar a mensagem, Asthma perdeu o fôlego e morreu.

Sua incrível façanha, porém, sobreviveu na palavra hemitona. A palavra foi estendida para significar "qualquer corrida entre os 3.000 metros com obstáculos e os 42 km de uma maratona".

Foto do corredor Zersenay Tadese, da Eritreia, que venceu em 2008 a prova masculina da Meia Maratona do Rio de Janeiro.

Esclarecimento - Em competições do gênero, o blog EM segue a orientação de submeter a fotografia do atleta vencedor ao "fotochop" para adequá-la às características da informação.

http://blogdopg.blogspot.com/2022/02/a-origem-da-meia-maratona.html

Há 5 anos...

Em outubro de 2008, cobrimos pela metade a Meia Maratona do Rio de Janeiro – a prova masculina. Neste ano, focamos apenas o quesito moda.

MODA MEIA MARATONA

São Paulo, 2023

Durante os 12 meses de seu projeto, Hugo “366 Maratonas” Farias, repetiu o mesmo trajeto nas ruas de Americana, no interior de São Paulo. A distância era sempre a mesma: 42,195 km, o equivalente exato a uma maratona. Não havia linha de largada, placas de quilometragem ou torcida. As corridas não faziam parte de eventos oficiais nem contavam com a estrutura de provas organizadas. Quando viajava, Hugo ajustava o percurso à cidade onde estivesse. O compromisso era com a distância, e não com a competição.

A escolha por correr em ritmo leve a moderado foi feita antes da primeira maratona. O objetivo não era bater um recorde de tempo, era preservar o corpo para que ele conseguisse cumprir a tarefa todos os dias. Os dados coletados mostraram que Hugo atingiu o estado de economia de corrida —equilíbrio fisiológico que permite manter o esforço com menor desgaste físico.

O acompanhamento médico foi feito mensalmente. A cada quatro semanas, Hugo passava por uma bateria de exames. Esse monitoramento periódico permitia à equipe detectar variações sutis e antecipar riscos. Nenhum dos exames apresentou alterações que justificassem a interrupção do protocolo.

A maratona de número 366 foi concluída em agosto de 2023. Em junho de 2024, o Guinness World Records oficializou que Hugo havia quebrado um recorde mundial. O próximo passo já está em planejamento para 2026: correr de Prudhoe Bay, no Alasca, até Ushuaia, na Argentina, cruzando o continente americano em 300 dias.

http://airblog-pg.blogspot.com/2026/02/1456-hugo-366-maratonas-farias.html

Pequim, 2025

Vinte e um robôs humanoides foram soltos nas ruas de Pequim no sábado. Os fabricantes de robôs chineses mostraram como seus androides se sairiam em uma meia maratona. Os resultados foram mistos: o robô vencedor terminou em 2 horas e 40 minutos; o vencedor da corrida masculina cruzou a linha de chegada em 1 hora e 2 minutos. Alguns mal conseguiram passar da linha de partida; um se debateu violentamente, bateu em uma cerca e se partiu em pedaços. Esses robôs estavam, pelo menos, dando um grande passo à frente em seus projetos.

http://preblog-pg.blogspot.com/2024/08/maratonas.html

Em 2026, o contraste foi marcante: o robô vencedor da meia maratona, desenvolvido pela marca chinesa de smartphones Honor, completou a corrida 6min54s mais rápido que o recorde mundial de MM estabelecido por humano.

Quenianos

O queniano Kelvim Kiptum estabeleceu o recorde mundial masculino de 2h00min35s em Chicago, em outubro de 2023, quebrando a marca de seu compatriota Eliud Kipchoge, que fez 2h01min09seg em Berlim, em se tembro de 2022.

Também do Quênia, Peres Jepchirchir, que correu a Maratona de Londres de 2024 em 2h16min16s, foi a atleta mais rápida entre as mulheres.

Estudando a progressão linear dos recordes nos últimos anos, o blogueiro Allen Downey extrapolou para 2041 o ano em que um atleta (queniano, certamente) conseguirá correr uma maratona em duas horas.

http://blogdopg.blogspot.com/2015/03/duas-horas-de-maratona-em-2041.html

Londres, 2026

O queniano Sabastian Sawe venceu a Maratona de Londres com o tempo de 1:59:30, tornando-se a primeira pessoa a quebrar a barreira das duas horas.

O corredor nu

Uma mulher encontrava-se na cama com o amante quando ouviu o carro do marido entrando na garagem.

"Oh, meu Deus! Apresse-se! Pegue suas roupas!", ela gritou para o amante. "E pule pela janela, meu marido chegou em casa mais cedo!"

"Eu não posso pular pela janela!", exclamou o amante. "Está chovendo lá fora!"

"Se meu marido nos pega aqui juntos, vai nos matar!", ela respondeu. "Ele tem um temperamento muito bravo e usa arma! A chuva é o menor dos seus problemas!"

Diante disso, o namorado pulou da cama, pegou suas roupas e saltou pela janela.

Assim que começou a correr pela rua, na chuva e completamente nu, ele percebeu que estava no meio da maratona anual da cidade. Nu, e com as roupas debaixo do braço, ele tentou "se misturar" com eles. Depois de algum tempo, um pequeno grupo de corredores que o observava com curiosidade chegou mais perto.

"Você sempre corre nu?", um deles perguntou.

"Sim", respondeu o homem, ofegante. "É maravilhoso sentir o vento soprar sobre a pele enquanto se está correndo!"

Outro corredor chegou mais perto.

"Você sempre corre levando suas roupas debaixo do braço?"

"Ah, sim", respondeu o homem, já mais ofegante. "Dessa forma eu posso me vestir logo no final da corrida e ir direto para casa!"

Em seguida, um terceiro corredor olhou o homem de cima a baixo, e perguntou:

"Você sempre usa uma camisinha quando corre?"

"Só quando chove."

http://blogdopg.blogspot.com/2023/01/o-corredor-nu.html