sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

COMPARAÇÕES

MAIS...
... curto do que coice de porco.
... sujo do que poleiro.
... enfeitado do que penteadeira de rapariga.
... fraco do que caldo de bila.
... grosso do que papel de enrolar prego.
... escondido do que orelha de freira.
... por fora do que umbigo de vedete.
... por dentro do que água de coco.
... animado do que pinto no lixo.
... vermelho do que meia de bispo.
... inchado do que um baiacu.
... frio do que bunda de foca.
... feio do que mudança de pobre.
... remendado do que saia de cigana.
... fresco do que mês de julho.
... por fora do que arco de barril.
... quebrado do que arroz de terceira.
... liso do que rapariga na Sexta-Feira da Paixão.
... embolado do que angu de caroço.
... exibido do que carro de sorteio.
... suado do que tampa de chaleira.
... grosso do que dedo destroncado.
... surdo do que uma porta.
... tonto do que o índio amigo do Zorro.
... folgado do que charuto em boca de bêbado.
... velho do que a Sé de Braga.
... melado do que espinhaço de pão-doce.
... revirado do que mala de louco.
... ignorado do que aviso de praia poluída.
... folgado do que bolacha em boca de velho.
... ralo do que sopa de preso.
... chato do que um jogador de frescobol.
... antigo do que a moda da camisola nos anjos.
... furioso do que um touro espanhol.
... devagar do que hora de noivo.
... exposto do que bunda de mandril.
... bem recebido do que dinheiro em fim de mês.
... inútil do que peito de homem.
... beijado do que anel de cardeal.
... desajeitado do que embrulho de velocípede.
... perdido do que calcinha em lua-de-mel.

A comparação, segundo Hênio Tavares, é o confronto de dois ou mais objetos em que depreendemos algum ponto de contato. E, como tal, é um dos recursos básicos da linguagem humana.
Portanto, não subestimemos a importância da comparação; esta constitui o primeiro passo da metáfora (PGCS).

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