sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

UNIÕES PERFEITAS

Muito já se falou sobre o casamento - esta instituição que a Igreja banalizou transformando em sacramento. Uns, a favor; outros, radicalmente contra. Dizendo estes últimos, entre outras acusações, que se fosse algo bom o casamento não precisaria de testemunhas. Nem a ele se refeririam com expressões como "amarrar-se", "enforcar-se" etc.
Mas as uniões não são duradoras quando não atendem a certos requisitos. Como as idades dos cônjugues, aliás, as diferenças das idades entre eles.
Assim, o casamento ideal seria o que ocorra entre um homem cinquentão e uma mulher aí pelos 18 anos. Para ele, porque as brasas se reavivariam, o fogo (da paixão) o incendiaria, fazendo-o "gemer sem sentir dor". E para ela porque receberia, em troca desse fogaréu todo, a atenção e a experiência do parceiro mais velho.
Uns vinte anos após de estimulante convivência, se não está errada a estatística da expectativa de vida que se divulga para o homem brasileiro, ele partiria desse mundo menor. Deixando mais uma viúva chorosa no pedaço. Só que, passados os prantos imediatos, as formalidades testamentárias, e dado destino à biblioteca do falecido, a viúva estaria disponível para uma nova união.
Ora, com uma gorda conta bancária, bens de raiz, uma mulher de 40 anos tem ainda muito viço pela frente. Sendo previsível que ela busque a seguir um relacionamento afetivo com algum rapaz de alta performance. Outra união perfeita!

2 comentários:

Marco A. disse...

Olá Paulo, acredito que uniões perfeitas não existam, pois quando nos casamos, uma série de fatores em nossas vidas se modificam. Acredito que somente com muito diálogo e compreensão o mesmo possa vir a ser duradouro. Quanto ao "se enforcar" ou "precisar de testemunha" para ser bom, certa vez ouvi de um amigo meu divorciado, que em seu casamento deveriam ter jogado "sal grosso" ao invés de arroz. Coisas da vida.

Abraços Marco

Paulo Gurgel disse...

Marcos, olá.
O artiguete tenta demonstrar que certas acomodações podem facilitar a vida a dois.
Obrigado pelo comentário inserido.
Abraços.
Paulo